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Importação de relógios cresce 42% no Brasil em 2026 e Suíça domina mercado com participação de 56%

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Brasil importou US$ 103,7 milhões em relógios de pulso entre janeiro e agosto de 2026, avanço de 41,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Comex Stat. A Suíça, conhecida por suas marcas de luxo, respondeu por 56% desse valor e movimentou US$ 58,5 milhões. Por trás de peças pequenas e de alto valor agregado está uma operação que exige segurança, rastreabilidade e agilidade dos agentes de carga envolvidos. Especialistas explicam os bastidores dessas operações de comércio exterior.

Da Redação (*)

Brasília – O Brasil aumentou em 41,9% o valor gasto com a importação de relógios de pulso nos primeiros oito meses de 2026. Foram US$ 103,7 milhões entre janeiro e agosto, contra US$ 73,1 milhões no mesmo período de 2025, segundo dados do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A Suíça, que concentra algumas das principais grifes globais, lidera esse mercado com ampla vantagem: respondeu por US$ 58,5 milhões, ou 56,4% de todo o valor importado. Entre os automáticos, segmento que inclui modelos de luxo e movimentou US$ 38,5 milhões no período, alta de 33,7% em um ano, a participação suíça chegou a 89%.

A alta movimenta uma cadeia logística com características pouco usuais no comércio exterior. Diferentemente de operações em que toneladas e metros cúbicos determinam a complexidade do transporte, relógios de alto padrão podem concentrar milhões de reais em poucos quilos e volumes. A Cronos Logistics, um dos 50 maiores agentes de carga do Brasil, que atua na importação de relógios de luxo suíços, movimentou em média US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 11,5 milhões) nos processos realizados nos últimos anos. Essas operações geralmente envolvem transporte aéreo e levam, em média, um dia entre a origem e o destino.

Eficiência nas operações de comércio exterior

“Quando se transporta uma mercadoria que concentra um valor muito alto, a lógica da operação muda. Segurança, rastreabilidade e cumprimento dos prazos ganham ainda mais peso, porque qualquer atraso ou falha pode representar uma exposição financeira relevante. É um trabalho que começa muito antes do embarque, com planejamento da rota, avaliação dos pontos críticos e acompanhamento da carga até a entrega”, afirma Matheus F. Bernardes, CEO da Cronos Logistics. Segundo ele, um único relógio de luxo pode ultrapassar os R$ 100 mil.

Para Fábio Rengel, COO da Cronos Logistics, cargas de alto valor também mostram como a eficiência no comércio exterior depende cada vez mais da capacidade de adaptar a operação ao perfil de cada mercadoria. “Não existe uma única lógica para transportar cargas internacionais. Uma mercadoria pode ocupar poucos volumes e, ainda assim, exigir uma operação altamente controlada. Nesse tipo de embarque, é preciso coordenar transporte, seguro, documentação, desembaraço aduaneiro e entrega para reduzir o tempo de exposição e manter a previsibilidade em todas as etapas”, explica.

Com escritórios em seis estados brasileiros e nos Estados Unidos, a Cronos atua na gestão de cargas internacionais e acompanha operações com diferentes níveis de complexidade. No segmento de relógios de alto padrão, a carga é rastreada em tempo real, com acompanhamento 24h, desde a coleta na origem até a entrega no Brasil, além de seguro compatível com o valor das mercadorias e coordenação antecipada da documentação aduaneira. O objetivo é reduzir conexões e o tempo de permanência da carga em terminais.

(*) Com informações da Cronos Logistics

 

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