Da Redação (*)
Brasília – A intensificação do diálogo de alto nível e das negociações entre os governos brasileiro e americano, com o objetivo de reduzir as sobretaxas atualmente em vigor, evitar novas restrições e construir um entendimento que preserve e amplie o comércio e os investimentos bilaterais deve ser o caminho prioritário para a superação da grave crise que Brasil e Estados Unidos enfrentam em seu comércio exterior. Essa posição foi defendida pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), através de nota oficial divulgada hoje (14).
No comunicado, a Amcham Brasil informa que acompanha com atenção a decisão do governo brasileiro, divulgada em 13 de agosto, de iniciar a análise do pleito previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em relação às medidas comerciais recentemente adotadas pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 da legislação americana.
Apoio maciço do empresariado ao diálogo
Na percepção da instituição, essa posição reflete a visão predominante do setor empresarial consultado pela Amcham. Em pesquisa recente, 90,5% das empresas defenderam a intensificação do diálogo diplomático e comercial com os Estados Unidos, enquanto apenas 3,2% apontaram a adoção de medidas de reciprocidade como estratégia preferencial.
Ao avaliar a possibilidade de o governo brasileiro vir a utilizar os dispositivos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica em relação aos Estados Unidos, a Amcham avalia que “a abertura desse procedimento não representa, neste momento, decisão pela adoção de contramedidas pelo Brasil. O rito ordinário adotado prevê consultas diplomáticas com o governo dos Estados Unidos, análise de enquadramento e consulta pública como parte do processo prévio de avaliação.
Nesse contexto, a Amcham considera fundamental que esse procedimento seja conduzido com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa de seus potenciais impactos, assegurando ampla participação do setor empresarial. Ao mesmo tempo, a Amcham considera que a adoção de eventuais contramedidas deve ser evitada, diante do considerável risco de
elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos e levar a uma escalada comercial e política na relação com os Estados Unidos, reduzindo o espaço para o diálogo e tornando mais difícil alcançar uma solução negociada.
Segundo a nota, a Amcham seguirá contribuindo com o setor empresarial e com autoridades brasileiras e norte-americanas para favorecer a construção de um entendimento capaz de superar as atuais divergências e preservar uma relação econômica equilibrada, previsível e mutuamente benéfica.
(*) Com informações da Amcham







