Foto Abinee/Divulgação

Brasil e Malásia projetam ampliar relações em setores estratégicos; MDIC defende diversificação das exportações

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Da Redação

Brasília – Brasil e Malásia vão trabalhar para intensificar as relações bilaterais em setores estratégicos como semicondutores, petróleo e gás e também têm interesse em ampliar a cooperação tecnológica e empresarial. Essa disposição em reforçar o intercâmbio entre os dois países foi um dos temas tratados em reunião entre o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, e o embaixador da Malásia, Mohammad Ali Bin Selamat, no último dia 4 de maio, na sede da Associação, em São Paulo.

Segundo Humberto Barbato, “nesse encontro, demos continuidade a esse processo com a convicção de que o relacionamento entre a indústria brasileira de alta tecnologia e as empresas malaias pode gerar oportunidades concretas de inovação, investimento e integração produtiva, inclusive com vistas à inserção em cadeias globais de valor e no fortalecimento dos laços com a região da ASEAN”

O presidente da Abinee disse ainda que na reunião enfatizou-se a importância da transferência de tecnologia e o intercâmbio de conhecimento. Ele disse ainda que foram identificadas sinergias que se seguirão em encaminhamentos práticos para o desenvolvimento sustentável dos setores industriais de ambos os países.

Em sua visita a São Paulo, o Embaixador Selamat também participou de uma reunião com a CDIAL HALAL, certificadora considerada um marco importante na aproximação da Malásia com a indústria HALAL do Brasil.  A instituição vem desenvolvendo um trabalho fundamental dentro do marco segurança alimentar Brasil-Malásia.  Com certificado HALAL a agroindústria brasileira exporta hoje carne bovina, frango, açúcar e outros produtos para a Malásia.

Na reunião com a CDIAL HALAL, o Embaixador malaio ressaltou a importância do Brasil no ecossistema da indústria HALAL da Malásia, destacando que o Brasil é o principal parceiro comercial da Malásia na América Latina. O diplomata malaio convidou a CDIAL à reforçar a sua presença nas principais Feiras de Negócios na Malásia como #mihas #SIAL

Brasil quer ampliar comércio e diversificar pauta exportadora

A Malásia ocupa a 35ª. posição no ranking dos países de destino das exportações brasileiras e de janeiro a abril as exportações para o país asiático totalizaram US$ 783 milhões (com uma queda de 22,5% em comparação com o mesmo período de 2025. A Malásia foi o destino de 0,67% das exportações totais brasileiras no primeiro quadrimestre deste ano. Em contrapartida, as exportações malaias cresceram 5,6% para US$ 549 milhões. A corrente de comércio (exportações+importações) totalizou US$ 1,3 bilhão, com um superávit de US$ 235 milhões em favor do Brasil.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) o Brasil tem muito interesse em ampliar as trocas comerciais com a Malásia e, também, pretende trabalhar para que o aumento do intercâmbio bilateral se viabilize com uma mudança na pauta exportadora brasileira, fortemente concentrada em produtos básicos, de baixo valor agregado.

De janeiro a abril, essa continuou sendo a tônica no comércio malaio-brasileiro e os cinco principais produtos exportados foram commodities agrícolas e minerais. São eles minérios de ferro (US$ 313 milhões); minérios de cobre (US$ 110 milhões); milho não moído (US$ 89 milhões); açúcares e melaços (US$ 83 milhões); e algodão em bruto (US$ 43 milhões).

Por sua vez, a Malásia concentra suas exportações para o Brasil exclusivamente em produtos manufaturados. Os cinco itens mais vendidos ao Brasil no primeiro quadrimestre deste ano foram válvulas e tubos termiônicas (US$ 106 milhões); equipamentos de telecomunicações (US$ 36 milhões); máquinas automáticas de processamento de dados (US$ 36 milhões); obras de ferro ou aço (US$ 33 milhões); e margarina e reduções (US$ 32 milhões).

 

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