Da Redação (*)
Brasília – Uma das maiores e mais completas cadeias produtivas do Brasil, o setor têxtil emprega milhões de trabalhadores direta e indiretamente, principalmente mulheres, e é responsável por um faturamento de mais de R$ 200 bilhões. Mas, apesar de números tão representativos, o setor enfrenta desafios importantes.
Um deles diz respeito à balança comercial. A indústria têxtil importa muito mais do que exporta, resultando em déficit. O último levantamento, realizado em 2024 pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a ABIT, demonstrou que o setor somou US$ 908 milhões em exportações, mas US$ 6,6 bilhões em importações.
Dificuldades de logística na indústria têxtil hoje
A importação de materiais como tecidos, principalmente, é responsável pela maior parte do montante das importações. Os custos dos materiais vindos de fora, principalmente da Ásia, são menores, o que, além de diminuir os custos para os produtores nacionais, ainda permite uma margem maior de lucratividade.
Toda essa produção abastece tanto o mercado interno quanto o externo. O ritmo de exportação tem crescido, inclusive. Porém muitas varejistas asiáticas têm investido bastante e ganhado espaço no cenário internacional, aumentando a competitividade, por conta de seus processos mais modernos e sustentáveis.
Outro problema enfrentado pelo Brasil é a própria dificuldade logística. Abastecer o mercado é um grande desafio, afinal, as coleções precisam ser produzidas e chegar a tempo às lojas e suas vitrines e araras. É mais sério ainda quando se trata de abastecer o mercado internacional.
Levantamento da CNI, a Confederação Nacional da Indústria, aponta que o custo do transporte é um dos principais agravantes para a logística para o exterior. Depois vem a ineficiência dos portos para manuseio e embarque de cargas, as limitações de rotas de navegação marítima e a disponibilidade de espaço em contêineres.
Oportunidades para o enfrentamento dos entraves
A ABIT, por sua vez, tem sido otimista com o acordo fechado entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo a associação, a eliminação de barreiras tarifárias deve aumentar os investimentos e, consequentemente, a exportação, bem como a geração de empregos e o parque tecnológico brasileiro.
A aproximação entre os dois blocos, além de investimentos governamentais para a solução de entraves estruturais, burocráticos e tributários, com maior coordenação entre setor público e privado, são ações que podem contribuir para melhorar o escoamento da produção nacional e uma maior abertura e aceitação dos mercados externos.
As empresas também precisam se estruturar. Para tanto, o investimento em tecnologia é fundamental. Buscar soluções como um ERP para indústria têxtil pode ser a chave para melhorar a integração entre os sistemas de compras, vendas, estoque, e-commerce, produção e, claro, logística.
Com um melhor gerenciamento, é possível escalar muito mais a produção e seu alcance. Ainda que o cenário internacional sofra com reveses, ajustar a empresa com tecnologia é a melhor maneira de se ter mais controle operacional e logístico para estar preparado para o mercado nacional e internacional.







