Vendas da commodity alcançaram US$ 7,19 bilhões no primeiro trimestre, com forte presença de embarques do Rio de Janeiro. Do lado das importações, compras de carros híbridos plug-in e elétricos dispararam, somando US$ 1,23 bilhão
Da Redação (*)
Brasília – No primeiro trimestre do ano, as exportações de petróleo para a China tiveram uma alta de 94%, atingiram a cifra recorde de US$ 7,19 bilhões e contribuíram de forma relevante para o impulsionamento das vendas externas brasileiras ao gigante asiático, que somaram US$ 23,9 bilhões nos três primeiros meses deste ano, alta de 21,7% comparativamente com o mesmo período de 2025.
A marca corresponde à cifra recorde para um primeiro trimestre do ano na história do comércio sino-brasileiro. Por outro lado, as importações originárias da China tiveram uma queda de 6% para US$ 17,9 bilhões. Os dados são do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC)
De acordo com o Conselho, a China foi o principal destino das exportações do Brasil no trimestre, com participação de 29%. Também foi o principal fornecedor de importados do país, com fatia de 26,3%.
Petróleo e veículos eletrificados lideram pautas exportadoras
Nesse contexto de números tão relevantes, as exportações brasileiras de petróleo para a China foram o grande destaque em um primeiro trimestre marcado por recordes expressivos. No período, os embarques de petróleo geraram a cifra US$ 7,19 bilhões, refletindo o volume recorde embarcado para o país asiático. O crescimento expressivo das exportações está associado a fatores geopolíticos que têm levado a China a diversificar seus fornecedores em meio à instabilidade no Oriente Médio.
A carne bovina foi outro produto de destaque na pauta exportadora para o gigante asiático. De janeiro a março, as vendas totalizaram US$ 1,8 bilhão, atingindo máxima histórica. Com a salvaguarda à importação de carne bovina imposta pela China no início do ano, os exportadores brasileiros aceleraram os embarques ao país para aproveitar a cota com a tarifa ainda reduzida.
Ao mesmo tempo em que as exportações estabeleceram recordes sucessivos, as importações com origem na China caíram 6% e totalizaram US$ 17,9 bilhões. E os veículos eletrificados, incluindo híbridos plug-in e modelos elétricos foram o grande destaque nas vendas chinesas ao Brasil. As exportações cresceram aproximadamente 7,5 vezes na comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025, totalizando US$ 1,23 bilhão.
De acordo com o CEBC, esse avanço fora da curva se explica, em parte, pela estratégia dos importadores de antecipar embarques antes do aumento gradual das tarifas sobre veículos eletrificados. As alíquotas devem atingir 35% em julho deste ano, ante os atuais 28% para híbridos plug-in e 25% para veículos elétricos.
(*) Com informações do CEBC







