Cenário pré-eleitoral, aliado à implementação do IBS e da CBS, exige mais planejamento, governança de dados e integração entre áreas para reduzir riscos e preservar a competitividade
Da Redação
Brasília – O avanço do calendário eleitoral deve intensificar a cautela das empresas nos próximos meses, influenciando decisões de investimento, planejamento e gestão de riscos. Para a eComex, empresa referência em tecnologia para gestão de comércio exterior, esse cenário reforça o papel estratégico do comércio exterior, que passa a ocupar posição central nas decisões de negócio justamente em um momento em que as organizações precisam lidar simultaneamente com incertezas políticas, volatilidade econômica e a implementação da Reforma Tributária.
Segundo André Barros, CEO da eComex, períodos eleitorais tradicionalmente levam empresas e investidores a adotar uma postura mais conservadora, diante da possibilidade de mudanças nas políticas econômica, fiscal, cambial e industrial.
“À medida que o ambiente político se torna mais incerto, cresce também a necessidade de previsibilidade nas operações. Empresas que trabalham com importação e exportação precisam antecipar cenários, monitorar riscos e tomar decisões cada vez mais baseadas em dados”, afirma.
Entrada em vigor do IBS e da CBS
Na avaliação do executivo, esse movimento ganha ainda mais relevância porque coincide com uma das maiores transformações do sistema tributário brasileiro. A entrada em vigor da obrigatoriedade do preenchimento das alíquotas do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais faz com que informações tradicionalmente administradas pelo comércio exterior passem a impactar diretamente a apuração tributária das empresas.
“Não é apenas o cenário eleitoral que exige mais preparo das organizações. A Reforma Tributária aumenta a importância da qualidade dos dados e da classificação fiscal justamente em um momento em que as empresas buscam reduzir riscos e ampliar a previsibilidade de suas operações”, explica.
Segundo Barros, a combinação desses fatores transforma definitivamente o papel do comércio exterior dentro das organizações. Informações como classificação fiscal, NCM, descrição de mercadorias, origem e enquadramentos legais deixam de atender apenas às exigências aduaneiras e passam a influenciar diretamente a tributação, o fluxo de caixa e o planejamento financeiro.
“O comércio exterior passa a ser uma área de inteligência para o negócio. A informação produzida pelo Comex hoje impacta decisões tributárias, financeiras e operacionais, exigindo uma atuação integrada com Fiscal, Financeiro, Compras, Produção e Tecnologia”, afirma.
Volatilidade cambial e cautela dos investidores internacionais
Além das mudanças tributárias, o executivo destaca que períodos eleitorais costumam ampliar a volatilidade cambial e a cautela de parceiros internacionais e investidores, o que exige ainda mais capacidade de adaptação das empresas. Nesse contexto, o uso de tecnologia e automação torna-se essencial para reduzir riscos operacionais e permitir respostas rápidas às mudanças do ambiente econômico.
“O profissional de comércio exterior precisa assumir um papel de protagonismo e accountability. Em muitos segmentos industriais, o Comex é uma operação crítica para garantir abastecimento, competitividade e continuidade dos negócios”, ressalta.
Apesar do ambiente de maior cautela, Barros avalia que empresas preparadas tendem a transformar períodos de incerteza em oportunidade.
“O Brasil já conviveu diversas vezes com cenários de transição política e econômica. As empresas que investirem em governança, tecnologia e inteligência de dados estarão mais preparadas para responder rapidamente às mudanças e transformar esse período em vantagem competitiva”, conclui.







