CEBC projeta “amplo espaço para ampliar investimentos” e parceria empresarial entre China e Brasil

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Encontro promovido pelo CEBC reuniu autoridades e representantes de grandes empresas brasileiras e chinesas para debater o futuro das relações econômicas bilaterais e identificar novas frentes de cooperação. Embaixador Marcos Galvão defendeu transformar a parceria estratégica em novos projetos concretos.

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) realizou, nesta quarta-feira (4), em Xangai, o Fórum Empresarial Brasil-China 2026: Parcerias Estratégicas para o Futuro, que reuniu cerca de 300 participantes, entre autoridades, executivos e representantes de empresas e instituições brasileiras e chinesas, para discutir novas oportunidades de negócios e investimentos em setores estratégicos. Organizado em parceria com o Conselho Chinês para Promoção do Investimento Internacional (CCIIP), o evento contou com apoio da ApexBrasil, patrocínio de Bradesco, Suzano e Vale e parceria de mídia do China Trade News.

A cerimônia de abertura contou com a participação do Cônsul-Geral do Brasil em Xangai, Embaixador Augusto Pestana; da Diretora Executiva do CEBC, Cláudia Trevisan; do representante da ApexBrasil para a Ásia-Pacífico, Victor Queiroz; e da Vice-Presidente Executiva e Secretária-Geral do CCIIP, Zhou Xiaoyan.

Em seu discurso, Cláudia Trevisan destacou a evolução da presença chinesa na economia brasileira. Segundo levantamento do CEBC, o estoque de investimentos chineses no Brasil alcançou US$ 85,5 bilhões em 2025. Embora a maior parte dos recursos esteja concentrada nos setores de eletricidade e petróleo, cresce o número de projetos na indústria manufatureira, mineração e economia digital. Trevisan ressaltou, ainda, a importância de transformar as conexões empresariais em negócios, investimentos e parcerias de longo prazo.

Victor Queiroz enfatizou a complementariedade entre as economias brasileira e chinesa e a importância de converter as vantagens dos dois países em projetos que fortaleçam as cadeias produtivas, promovam desenvolvimento tecnológico e gerem empregos. Também destacou as oportunidades de ampliar o acesso de produtos de maior valor agregado ao mercado chinês. 

Zhou Xiaoyan, por sua vez, ressaltou o papel da articulação entre empresas e governos na concretização de investimentos, incluindo a cooperação entre estados brasileiros e províncias chinesas. Anunciou também a intenção de realizar uma sessão dedicada à apresentação de oportunidades e a encontros de negócios voltados ao Brasil na segunda edição da Feira de Investimento no Exterior e Serviços Integrados, prevista para abril de 2027, em Xangai.

A programação foi estruturada em três painéis sobre segurança energética, minerais estratégicos e cadeias de suprimento; novas oportunidades de cooperação financeira; e inovação e sustentabilidade no agronegócio. Os debates reuniram representantes de empresas e instituições como Petrobras, Vale, CNOOC, COSCO SHIPPING, Envision Energy, Veirano Advogados, Porto do Açu, Banco do Brasil, Bradesco, Bank of China, ICBC, Licks Advogados, Suzano, COFCO, ApexBrasil e FGV Agro, além da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso.

No encerramento, o Embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, afirmou estar convencido de que existe “amplo espaço para ampliar investimentos, fortalecer a cooperação empresarial e construir parcerias de longo prazo”. O diplomata ressaltou a convergência entre a expansão internacional das empresas chinesas e os esforços brasileiros de reindustrialização e transição energética. Ao destacar a maturidade e o momento favorável da relação bilateral, Galvão defendeu que essa trajetória sirva de base para avanços nos próximos anos: “Creio, porém, que esse melhor período não deve ser visto como um ponto de chegada, mas como uma plataforma para novas conquistas”, afirmou.

O Embaixador também apontou o potencial de colaboração em novas energias, economia digital, inteligência artificial, saúde, inovação industrial e desenvolvimento sustentável. Mencionou, ainda, a expectativa de uma nova reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) em 2027.

O encontro reforçou a importância da aproximação entre os setores empresariais dos dois países em um cenário de transformação das cadeias produtivas globais, com novas perspectivas de investimentos, inovação e desenvolvimento de projetos conjuntos de maior valor agregado.

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