Balança comercial volta a registrar deficit e acumula saldo negativo de US$ 5,665 bilhões

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Da  Redação (*)

Brasília  –  A balança comercial brasileira voltou a operar no vermelho e registrou um deficit de US$ 240 milhões na terceira semana do mês de abril. No ano, o saldo negativo atingiu a cifra de US$ 5,665 bilhões.Entre os dias 13 e 19 deste mês, terceira semana de abril, as empresas brasileiras exportaram US$ 3,745 bilhões. As importações, no período, chegaram a US$ 3,985, resultando num déficit semanal de US$ 240 milhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na semana, as exportações apresentaram média diária de US$ 749 milhões, valor 3,8% maior que o apresentado no mês de abril até segunda semana (US$ 721,9 milhões). Nessa comparação, observou-se aumento nas vendas brasileiras de produtos manufaturados (12,8%) – principalmente de aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, óleos combustíveis, autopeças e automóveis – e básicos (0,4%) – por conta de soja em grão, petróleo, café em grão e farelo de soja. As exportações de produtos semimanufaturados decresceram 4,8%, em virtude de couros e peles, ferro-ligas e ouro em forma semimanufaturada.

As importações registraram média diária de US$ 797 milhões, com desempenho positivo de 13,4%, sobre a média verificada nas duas primeiras semanas do mês (US$ 703 milhões). Nessa comparação, houve aumento das compras brasileiras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, e químicos orgânicos e inorgânicos.

Mês 

No acumulado do mês (12 dias úteis), as exportações somam US$ 8,798 bilhões e as importações, US$ 8,906 bilhões, com saldo negativo de US$ 108 milhões. A média diária das exportações chegou a US$ 733,2 milhões, desempenho 25,7% menor que o registrado em todo o mês de abril do ano passado (US$ 986,2 milhões). Nessa comparação, houve queda nos embarques brasileiros de produtos da três categorias: básicos (-29,4%) – especialmente, por minério de ferro, soja em grão, farelo de soja, carne suína, de frango e bovina, e café em grão – semimanufaturados (-28,9%) – por conta de açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, óleo de soja em bruto, couros e peles, ferro-ligas, celulose e semimanufaturados de ferro/aço – e manufaturados (-18,7%) – devido a óleos combustíveis, automóveis de passageiros, motores e geradores, máquinas para terraplanagem, aviões, bombas e compressores, veículos de carga, motores para veículos e autopeças.

Na comparação com março deste ano, a retração foi de 5%, em razão do desempenho das vendas de produtos semimanufaturados (-31,9%) e manufaturados (-11,4%). Entretanto, observa-se crescimento de 9,5% nas exportações de produtos básicos.

As importações brasileiras no mês acumulam desempenho médio diário de US$ 742,2, valor 22,8% abaixo da média diária registrada em abril de 2014 (US$ 960,9 milhões). Nesse comparativo, houve redução das compras de adubos e fertilizantes (-46,3%), combustíveis e lubrificantes (-40,2%), borracha e obras (-30,6%), siderúrgicos (-23,3%) e químicos orgânicos e inorgânicos (-21,7%).

Em relação a março de 2015, a queda das importações, pela média diária, é de 1,2%, pelas diminuições de desembarques de produtos químicos orgânicos e inorgânicos (-20,3%), adubos e fertilizantes (-11,1%), farmacêuticos (-1,9%) e produtos plásticos s (-1%).

Ano

Até a terceira semana de abril, as exportações totalizaram US$ US$ 51,573 bilhões e as importações, US$ US$ 57,238 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ US$ 5,665 bilhões.

As exportações acumularam média diária de US$ 706,5 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária das exportações foi de US$ 837,5 milhões, houve a retração de 15,6%. As importações apresentaram média diária de US$ 784,1 milhões, desempenho 14,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, quando a média diária das importações foi de US$ 918,3 milhões.

No ano, a corrente de comércio soma US$ 108,811 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,490 bilhão. O valor é 15,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,755 bilhão).

(*) Com informações do MDIC

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