Painel interativo e gratuito da ApexBrasil, apresentado durante o Conexões Produtivas em Fortaleza, aponta oportunidades para produtos cearenses como calçados, castanha de caju, frutas, siderurgia e máquinas ampliarem exportações para um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores
Da Redação (*)
Brasília – O Acordo Mercosul-União Europeia deve inaugurar uma nova fase para as exportações do Ceará. O painel interativo e gratuito desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), apresentado durante a quarta edição do “Conexões Produtivas – Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira”, realizada nesta segunda-feira (13), em Fortaleza, apontou 303 oportunidades de exportação para produtos cearenses em setores como calçados, castanha de caju, frutas, siderurgia, máquinas e equipamentos, entre outros.
Esta edição, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), reuniu representantes do governo federal, setor industrial e instituições de apoio ao comércio exterior para debater perspectivas geradas com o Acordo e estratégias para ampliar a competitividade da indústria brasileira.
“O Ceará é porta de entrada para grandes investimentos e grandes projetos”, ressaltou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. “Hoje visitei o Complexo Industrial e Portuário do Pecém e vi a dimensão que ele está ganhando, com investimentos em diversos setores, como gás, hidrogênio verde, data centers, além da perspectiva de geração de pelo menos 80 mil empregos diretos e indiretos. Esse é um exemplo do potencial de desenvolvimento econômico do Estado. O desafio é continuar crescendo em todos os setores”, alertou.
Na avaliação do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o acordo cria um momento histórico para ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado europeu.
Temos essa grande oportunidade do Acordo Mercosul-União Europeia, que abre um horizonte muito promissor para as empresas brasileiras. O Brasil exporta atualmente algo entre US$ 47 bilhões e US$ 50 bilhões por ano para a Europa, mas estamos falando de um mercado que importa cerca de US$ 3 trilhões de países de fora do bloco. Esse é o tamanho da oportunidade que temos. Existe um enorme espaço para ampliar nossa participação.
Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil
Explicou acrescentando que este é um Estado que reúne condições para aproveitar esse novo cenário. “O Ceará é um estado diferenciado, com infraestrutura logística estratégica, capacidade industrial, agronegócio competitivo e vocação exportadora. As empresas cearenses podem e devem aproveitar essas possibilidades para transformar potencial em negócios, gerando mais divisas, renda, empregos e desenvolvimento para o Estado”, afirmou.
O presidente da ApexBrasil também reforçou que a internacionalização está ao alcance de empresas de todos os portes. “A exportação é possível para todo mundo: para o pequeno, o médio e o grande empreendedor”, acrescentando que ferramenta da ApexBrasil está disponível para apoiar empresas de todos os portes na identificação de mercados e produtos com maior potencial de inserção nos países europeus. Juntos, os países da União Europeia e do Mercosul somam um mercado consumidor de mais de 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.
Para o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, o Ceará reúne condições para aproveitar a janela de oportunidades aberta. Ele lembrou que há uma união de esforços para apoiar esta inserção no mercado europeu e apontou o Portal Investe Indústria Brasil como uma das ferramentas importantes neste processo.
“Este Portal amplia as oportunidades para o setor produtivo ao reunir, em um único ambiente, o acesso ao sistema público de fomento. Com isso, as empresas podem cadastrar suas demandas e agilizar a obtenção de crédito para novos investimentos. Apresentar essa iniciativa no Conexões Produtivas, em Fortaleza, reforça o compromisso da ABDI com o desenvolvimento da indústria em todas as regiões do Brasil”, destacou reforçando a importância de transformar potencial em capacidade produtiva.
O vice-presidente da Fiec, Carlos Prado, está otimista com os futuros negócios que podem ser gerados com o Acordo. “O Ceará reúne as condições necessárias para viver um novo ciclo de desenvolvimento”, comemorou.
(*) Com informações da ApexBrasil







