Apesar da redução de 81,4% registrada para o mês, o recuo em todo o primeiro semestre do ano foi de apenas 3,7%
Da Redação (*)
Brasília – Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em julho as exportações conteinerizadas de carne bovina brasileira para a China recuaram 81,4%, segundo levantamento da Datamar, líder no setor de informações de comércio exterior e dados de transporte marítimo para a costa leste da América do Sul. Entre janeiro e julho deste ano, no entanto, a queda foi de apenas 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Para Andrew Lorimer, CEO da Datamar, a retração pode estar relacionada à proximidade do esgotamento da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China para a carne bovina brasileira em 2026.
“Em 21 de julho, as importações chinesas de carne bovina brasileira já haviam atingido 80% da cota anual e, pelas regras estabelecidas, a partir do terceiro dia após o preenchimento do limite, as cargas passam a pagar uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota vigente”, esclarece o CEO.
Segundo Lorimer, a medida de salvaguarda foi adotada pelo governo chinês para proteger a indústria pecuária local e permanecerá vigente até o fim de 2028. Como a cobrança considera o momento da entrada da mercadoria na China, e não a data de saída do Brasil, os exportadores precisam levar em conta o tempo de trânsito marítimo.
“Esse risco pode ter estimulado uma redução antecipada dos embarques, evitando que cargas enviadas antes do esgotamento da cota chegassem ao país depois do preenchimento do limite”, conclui Lorimer.
Já considerando todos os destinos da carne bovina brasileira, o desempenho no acumulado para o primeiro semestre ainda é positivo, de 1,3%. No entanto, os reflexos chineses já aparecem em julho, provocando uma queda de 38,7% das exportações em relação a julho de 2025.
(*) Com informações da Datamar







