Da Redação (*)
Brasília – Com margens mais apertadas no comércio exterior, empresas brasileiras passaram a olhar com mais atenção para custos financeiros que antes ficavam diluídos na rotina de importação e exportação. Diferenças entre a cotação informada e o valor efetivamente pago, tarifas cobradas durante transferências internacionais e atrasos em pagamentos estão entre os pontos que passaram a pesar mais no caixa de importadores e exportadores.
Em muitos casos, os custos aparecem de forma fragmentada e acabam passando despercebidos ao longo do processo. Empresas que realizam pagamentos frequentes ao exterior passaram a acompanhar mais de perto tarifas bancárias, prazos de liquidação e valores recebidos por fornecedores internacionais.
Empresas passam a questionar custos das transferências internacionais
Esse cenário também mudou a relação das empresas com os serviços financeiros usados no comércio exterior. Nos últimos anos, fintechs especializadas em pagamentos internacionais passaram a crescer entre importadores e exportadores ao oferecer processos mais digitais e maior visibilidade sobre valores cobrados nas transferências.
A procura por esse tipo de serviço aumentou principalmente entre empresas que passaram a questionar cobranças consideradas pouco transparentes em modelos bancários tradicionais, como tarifas aplicadas em diferentes etapas do envio internacional e custos que nem sempre aparecem de forma clara no início da transação.
Além do custo final, fatores como prazo de pagamento, acompanhamento das transferências e facilidade na rotina financeira passaram a influenciar mais a escolha de parceiros financeiros.

Financeiro internacional ganha mais espaço nas decisões das empresas
O tema também deixou de ficar restrito às áreas financeiras. Em empresas com atuação internacional, pagamentos ao exterior, recebimentos internacionais e organização financeira passaram a fazer parte das decisões ligadas ao próprio planejamento do negócio.
Ao mesmo tempo, aumentou a procura por serviços ligados à conformidade regulatória. Com mais empresas atuando fora do país, cresceram também as demandas relacionadas a declarações obrigatórias, capital mantido no exterior e organização patrimonial.
Contas internacionais e sourcing avançam entre importadores
Outro movimento observado no setor é o aumento da procura por contas bancárias internacionais, principalmente nos Estados Unidos e em Portugal. A estrutura vem sendo usada para facilitar recebimentos, agilizar pagamentos a fornecedores e reduzir etapas intermediárias nas negociações internacionais.
Na cadeia de suprimentos, importadores também passaram a recorrer mais a serviços de intermediários.
No segmento logístico, a consolidação de cargas continua sendo uma alternativa para empresas sem volume suficiente para ocupar contêineres completos. O compartilhamento de espaço e a centralização de armazenagem e conferência têm permitido reduzir custos e melhorar a previsibilidade dos embarques.
Remessa Online amplia atuação no comércio exterior
O avanço das fintechs no comércio exterior também abriu espaço para empresas brasileiras ampliarem sua atuação além das transferências internacionais. É o caso da Remessa Online, fintech especializada em pagamentos internacionais para pessoas físicas e empresas, que passou a incorporar novos serviços voltados à rotina de importadores e exportadores.
Além do envio e recebimento de recursos do exterior, a empresa passou a oferecer abertura de contas bancárias nos Estados Unidos e em Portugal, assessoria para conformidade regulatória, suporte para sourcing na China e soluções de consolidação de cargas.
A ampliação acompanha uma demanda crescente de clientes que passaram a buscar menos burocracia, mais controle sobre pagamentos internacionais e maior centralização de serviços ligados ao comércio exterior.
(*) Com informações da Remessa Online







