Acordo UE–Mercosul ganha 10 pontos chave com foco em indústria e infraestrutura, diz KPMG

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Da Redação (*)

Brasília – Autoridades e líderes empresariais da União Europeia (UE) e do Mercosul colocaram em pauta, hoje (27), o acordo UE–Mercosul, apresentado como um amplo pacto comercial preferencial baseado em regras e centrado em parcerias industriais. A proposta busca reduzir tarifas, simplificar normas e ampliar a previsibilidade para empresas, com possibilidade de aplicação provisória rápida e geração de ganhos imediatos para os dois blocos.

“A combinação entre redução de tarifas, simplificação regulatória e previsibilidade cria um ambiente mais propício para investimentos de longo prazo, especialmente em setores intensivos em infraestrutura. No entanto, o real impacto dependerá da capacidade de execução — tanto na implementação ágil quanto na superação de entraves estruturais — para que os ganhos potenciais se traduzam em competitividade concreta e integração efetiva das cadeias produtivas”, explica a sócia de Industrial Markets da KPMG no Brasil, Flavia Spadafora.

Para Denis Redonnet, vice-diretor-geral de Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, o acordo tem caráter “transformador”, tanto pelo tamanho do mercado quanto pelo nível de integração proposto. Segundo ele, a eliminação de tarifas para a maior parte das exportações europeias, aliada à facilitação de investimentos e à simplificação regulatória — incluindo a redução de monopólios e exigências de preços mínimos — tende a impulsionar cadeias produtivas mais integradas e competitivas.

“O acordo UE–Mercosul reforça o papel da infraestrutura como vetor crítico para transformar ganhos comerciais em resultados concretos. A ampliação do comércio e a integração das cadeias produtivas vão demandar investimentos relevantes em logística, energia e conectividade, além de maior eficiência regulatória. Para o Brasil, isso abre uma janela importante para acelerar projetos estruturantes alinhados à agenda de sustentabilidade e competitividade global”, aponta a sócia líder de infraestrutura da KPMG, Tatiana Gruenbaum.

Pontos-chave do debate

  1. O pacto busca diversificar e preservar as cadeias de suprimentos, especialmente de matérias-primas críticas, incorporando compromissos sociais, ambientais e climáticos.
  2. Priorização do desenvolvimento industrial com valor agregado: o Brasil foca na industrialização local; a UE apoia criação compartilhada de valor.
  3. A abertura de compras públicas no Mercosul amplia oportunidades para empresas europeias.
  4. O acordo fortalece a redução de tarifas
  5. PMEs e investidores se beneficiam de regras claras, menos barreiras e cadeias mais resilientes.
  6. A aplicação gera ganhos imediatos, mas o sucesso depende de execução rápida e comunicação eficaz.
  7. Áreas com maior potencial: automotivo, energia, manufatura, biocombustíveis/SAF, tecnologias verdes, descarbonização, e economia circular.
  8. Persistem desafios: complexidade tributária brasileira e juros elevados
  9. Ferramentas de apoio incluem financiamento à exportação (principalmente nacional) e
  10. Platataforma Access2Markets.   –  (*)  Com informações da KPMG

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