Plataforma Paresi apresenta glossário e ajuda a decifrar o estrangeirismo no universo ESG

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Glossário ESG tem os principais termos usados por grandes, pequenas e médias corporações no Brasil

Da Redação (*)

Brasília – Há muito tempo que palavras estrangeiras como networking, follow-up, briefing stakeholder e benchmarking foram incorporadas ao vocabulário corporativo brasileiro. Entretanto, novos estrangeirismos estão sendo introduzidos no universo empresarial, especialmente na área de ESG, que também é a sigla em inglês de Environmental, Social and Governance, que significa Ambiental, Social e Governança e representa um conjunto de critérios usados para avaliar o compromisso das empresas com práticas sustentáveis e responsáveis.

Para auxiliar pequenas e médias empresas a entender melhor todo esse novo vocabulário, a startup Paresi.Social colocou em sua Plataforma Paresi um glossário com as principais siglas, termos e palavras usadas no mundo ESG. Aqui, apresentamos algumas dessas siglas estrangeiras que precisam ser conhecidas por quem busca sustentabilidade nos seus negócios.

ESRS (European Sustainability Reporting Standards) 

Padrões europeus de relatórios de sustentabilidade exigidos pela CSRD. Definem como empresas devem reportar informações ESG, incluindo questões climáticas, sociais, de governança e da cadeia de valor. São compatíveis com padrões GRI, facilitando a transição para empresas que já utilizam esse framework.

CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) 

Diretiva europeia que expande significativamente os requisitos de relatórios de sustentabilidade para empresas que operam na União Europeia. Exige o uso dos padrões ESRS (European Sustainability Reporting Standards) e afeta empresas de toda a cadeia de fornecimento global, incluindo PMEs brasileiras que exportam para a Europa.

Greenwashing 

Prática de transmitir uma falsa impressão de responsabilidade ambiental que não corresponde à realidade das ações da empresa. Pode incluir comunicação enganosa sobre produtos “verdes”, metas ambientais vagas sem plano de ação ou destaque desproporcional a iniciativas pequenas. A utilização de indicadores padronizados como GRI e dados verificáveis é uma forma de evitar greenwashing.

GRI (Global Reporting Initiative) 

Organização internacional que estabelece o padrão mais utilizado no mundo para relatórios de sustentabilidade. Os GRI Standards são adotados por mais de 10 mil organizações em 100 países e cobrem temas como energia (GRI 302), emissões (GRI 305), resíduos (GRI 306), diversidade (GRI 405), saúde e segurança (GRI 403) e envolvimento comunitário (GRI 413). A Plataforma Paresi incorpora 153 indicadores GRI.

SASB (Sustainability Accounting Standards Board) 

Organização que desenvolveu padrões de divulgação de sustentabilidade focados em questões ESG financeiramente relevantes, organizados por setor de atuação. Diferente do GRI, que tem uma abordagem multi-stakeholder ampla, o SASB foca nas informações mais relevantes para investidores e mercados financeiros. Atualmente faz parte da IFRS Foundation, que está consolidando os padrões de divulgação de sustentabilidade globais através do ISSB (International Sustainability Standards Board).

SROI (Social Return on Investment) 

Metodologia que mede o valor social, ambiental e econômico gerado por um programa ou investimento em relação aos recursos aplicados. Expressa o retorno em termos monetários, por exemplo, “para cada R$ 1 investido, foram gerados R$ 4,50 em valor social”. O SROI envolve mapeamento de stakeholders, definição de resultados, valoração de impactos e cálculo da razão custo-benefício social. É amplamente utilizado por organizações do terceiro setor, investidores de impacto e empresas com programas de investimento social.

TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures) 

Grupo de trabalho criado pelo Financial Stability Board (FSB) que desenvolveu recomendações para divulgação de riscos e oportunidades financeiras relacionados ao clima. Estruturada em quatro pilares: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas/metas, a TCFD orienta empresas a comunicarem como as mudanças climáticas afetam seus negócios. Suas recomendações foram incorporadas pelos padrões ISSB e ESRS, tornando-se referência global para divulgação climática corporativa.

Confira o glossário completo de ESG na Plataforma Paresi.

(*) Com informações da Plataforma Paresi

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