Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona energia global e acende alerta para cadeias industriais no Brasil, diz KPMG

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Da Redação (*)

Brasília – A intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã e o bloqueio do Estreito de Hormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo — já provoca uma forte preocupação nos mercados de energia e nas cadeias produtivas globais. Com a redução abrupta do tráfego marítimo e ataques a infraestruturas estratégicas, os preços do petróleo voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, reacendendo o risco de uma crise energética de grandes proporções, com impactos diretos sobre inflação, custos logísticos e crescimento econômico global.

“A atual crise evidencia um ponto crítico para o setor de industrial markets: não se trata apenas de um choque de energia, mas de um efeito sistêmico sobre cadeias produtivas altamente interdependentes. A elevação dos custos energéticos combinada à escassez de insumos estratégicos, como fertilizantes, químicos e semicondutores, tende a pressionar margens, postergar investimentos e acelerar movimentos de reconfiguração das cadeias globais, com maior regionalização e busca por resiliência operacional”, analisa a sócia líder de Industrial Markets da KPMG Brasil, Flavia Spadafora.

No Brasil, a pressão sobre combustíveis tende a se intensificar nos próximos meses, com potenciais reajustes relevantes em gasolina e diesel para acompanhar a paridade internacional.

“Esse cenário, para o Brasil, eleva os custos de transporte, produção e distribuição, gerando efeito cascata sobre a inflação e pressionando setores sensíveis, como agronegócio e indústria. Além do impacto direto sobre energia, a crise expõe fragilidades estruturais das cadeias industriais globais. O bloqueio logístico e a interrupção de fluxos de insumos estratégicos — como gás natural, fertilizantes, semicondutores e derivados químicos — já afetam setores críticos da economia,” finaliza Spadafora.

(*) Com informações da KPMG

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