Carnaval na Bahia - Foto Divulgação

Carnaval e férias consolidam fevereiro como um dos meses-chave para o turismo nas redes sociais

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Levantamento da mLabs aponta crescimento consistente do engajamento no segundo mês do ano e revela uma janela estratégica para marcas de Turismo e Hotelaria

Da Redação

Brasília – O mês de fevereiro vem se consolidando como um mês decisivo para o setor de Turismo e Hotelaria, tanto no desempenho digital quanto nos resultados de negócio. É o que revela um levantamento da mLabs, plataforma de gestão inteligente de mídias sociais, que analisou o comportamento de engajamento no Instagram ao longo dos últimos três anos.

De forma consistente, os perfis do segmento registraram taxas de engajamento mais altas em fevereiro do que em janeiro nos anos de 2023, 2024 e 2025. O padrão indica um efeito claro de sazonalidade, impulsionado por fatores como férias de verão, Carnaval e o aumento da intenção de viagem logo no início do ano, período em que o interesse do consumidor se intensifica e se manifesta de forma mais ativa nas redes sociais.

Esse movimento digital ocorre em paralelo a um cenário econômico amplamente favorável para o turismo. Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Ministério do Turismo, o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões em faturamento apenas no mês de fevereiro, o que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

Termômetro antecipado do consumo no setor

Na prática, os números indicam que o aumento do interesse vai além da inspiração e se traduz em consumo efetivo. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que, durante o período carnavalesco de 2025, o faturamento do varejo cresceu 13,1%, com destaque para supermercados e hipermercados, que avançaram mais de 25%. O desempenho reflete o consumo imediato e a preparação para festas, viagens e encontros sociais — comportamento que também impulsiona a busca por informações, ofertas e experiências relacionadas ao turismo nas plataformas digitais.

Nesse contexto, o crescimento do engajamento em fevereiro deixa de ser apenas um indicador de visibilidade e passa a funcionar como um termômetro antecipado do consumo no setor de Turismo e Hotelaria, conectando intenção, interação e decisão de compra.

A análise histórica da mLabs reforça essa leitura. Em 2023, o engajamento médio do setor avançou de aproximadamente 4,47% em janeiro para 4,49% em fevereiro, dando início a uma curva de crescimento que culminou no pico anual em maio. Em 2024, o avanço foi ainda mais expressivo, com fevereiro registrando cerca de 5,05%, acima dos 4,85% observados no mês anterior. Mesmo em 2025, ano marcado por um patamar geral mais baixo de interações, fevereiro voltou a superar janeiro, subindo de cerca de 3,9% para 4,1%.

“Fevereiro deixou de ser apenas um mês de transição e passou a representar um ponto de aceleração real para o turismo, tanto nas redes sociais quanto no consumo. Os dados mostram que a intenção de viagem se transforma em engajamento concreto, o que muda completamente a lógica de planejamento para quem atua nesse mercado”, afirma Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs.

O estudo foi realizado com apoio do mLabs Índice, ferramenta gratuita que reúne métricas agregadas de desempenho no Instagram por segmento de mercado. A análise considerou exclusivamente o setor de Turismo e Hotelaria, sem recorte por marcas específicas, com o objetivo de identificar padrões estruturais de comportamento, e não resultados pontuais de campanhas.

Para Kiso, os dados reforçam a importância de alinhar as estratégias de comunicação ao calendário real de interesse do consumidor, e não apenas às datas tradicionais de campanha.“No turismo, o interesse do público se antecipa e se concentra em janelas muito específicas. Quem entende esse ritmo consegue transformar engajamento em decisão de compra. Quem ignora, acaba falando com a audiência no momento errado”, conclui o executivo.

 

 

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