Balança comercial acumula superávit de US$ 3,472 bilhões até a terceira semana de julho

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Brasília – A balança comercial brasileira acumula nas três primeiras semanas do mês de julho superávit de US$ 3,472 bilhões e apenas na última dessas semanas, com cinco dias úteis, o saldo foi de US$ 1,195 bilhão. Em todo o ano o saldo acumulado atinge a cifra de US$ 3,472 bilhões, segundo dados divulgados hoje (20) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

De acordo com os dados do MDIC, na terceira semana de julho exportações totalizaram US$ 4,667 bilhões e importações atingiram a cifra de US$ 3,472 bilhões. No mês, as exportações chegam a US$ 10,717 bilhões e as importações, US$ 9,060 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,657 bilhão. No acumulado do ano, as vendas externas brasileiras totalizam US$ 105,046 bilhões e as importações, US$ 101,168 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,878 bilhões.

A média das exportações da terceira semana (US$ 933,4 milhões) ficou 23,4% acima do desempenho médio diário verificado até a segunda semana de julho (US$ 756,3 milhões). Nessa comparação, observou-se aumento nas vendas de produtos das três categorias: semimanufaturados (81% em função de açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro e aço e ferro-ligas); manufaturados (21,2%, causado pelas vendas, principalmente, de automóveis, laminados planos, óxidos e hidróxidos de alumínio, tubos flexíveis de ferro e aço, suco de laranja e polímeros plásticos); e básicos (13,8%, por conta de soja em grão, farelo de soja, carne bovina e milho em grãos).

Nas importações, houve retração de 0,6%, pela média diária, em relação às duas primeiras semanas do mês (US$ 698,5 milhões para US$ 694,4 milhões). A queda é explicada, principalmente, pela redução nos gastos com químicos orgânicos e inorgânicos e adubos e fertilizantes.

Mês

As exportações no mês de julho, até a terceira semana, apresentam queda de 17,%6, pelas médias diárias, (US$ 824,4 milhões em 2015 e US$ 1,001 bilhão em 2014). Nesse contexto, observaram-se retração nas vendas externas de produtos básicos (-18,2%, em razão de petróleo em bruto, minério de ferro, fumo em folhas, carne bovina e café em grão); semimanufaturados (-17,5%, por conta de ferro fundido, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto, ferro-ligas, e semimanufaturado de ferro e aço); e manufaturados (-15,8%, em virtude de plataforma para extração de petróleo, motores para veículos, óleos combustíveis, açúcar refinado, motores e geradores, óxidos e hidróxidos de alumínio, e autopeças). Em relação à média diária de junho de 2015, a queda foi de 11,8%, em virtude dos embarques das três categorias de produtos: semimanufaturados (-5,1%), manufaturados (-16,8%) e básicos (-9%).

Nas importações, a comparação das médias diárias até a terceira semana de julho (US$ 696,9 milhões), com a média de julho de 2014 (US$ 933,1 milhões), aponta queda de 25,3%.  Nesse comparativo, diminuíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-65,5%), aparelhos eletroeletrônicos (-28,0%), plásticos e obras (-25,7%), veículos automóveis e partes (-25,5%) e equipamentos mecânicos (-21,6%). Na comparação com junho de 2015, também pelas médias diárias, houve queda de 3,1%, causada por combustíveis e lubrificantes (-33,9%), farmacêuticos (-11,1%), veículos automóveis e partes (-11,0%), plásticos e obras (-10,5%), equipamentos mecânicos (-8,8%) e instrumentos de ótica e precisão (-7,2%).

Acesse aqui as informações da balança comercial no período.

(*) Com informações do MDIC

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