Saldo da balança comercial segue em alta e totaliza US$ 27,503 bilhões até 4a semana de julho

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Brasília – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 852 milhões na quarta semana de julho, resultado de exportações no valor de US$ 3,637 bilhões e importações de US$ 2,785 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,021 bilhões e as importações, US$ 9,170 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,851 bilhões. No ano, as vendas internacionais totalizam US$ 103,273 bilhões e as compras, US$ 75,771 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,503 bilhões.

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Na quarta semana do mês, a média diária das exportações chegou a US$ 727,4 milhões, 14,8% abaixo da média de US$ 853,3 milhões até a terceira semana, em razão da queda nas exportações de produtos das três categorias: básicos (-19%) – por conta de soja em grãos, petróleo em bruto, carne de frango e bovina, farelo de soja e fumo em folhas – manufaturados (-14,2%) – em razão, principalmente, de plataforma para extração de petróleo, açúcar refinado, polímeros plásticos, autopeças e motores para automóveis – e semimanufaturados (-4,1%), em razão de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, celulose, ouro em forma semimanufaturada e ferro.

Do lado das importações, apontou-se retração de 4%, sobre igual período comparativo (média da quarta semana, US$ 557 milhões sobre a média até a terceira semana, US$ 580,4 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com aparelhos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, adubos e fertilizantes, farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes.

Mês

Até a quarta semana, a média diária das exportações somou US$ 813,8 milhões. Em relação ao mês de julho do ano passado, quando a média diária foi de US$ 805,8 milhões, houve crescimento de 1%, em razão de produtos semimanufaturados (+13,8%) – puxados por ferro fundido, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, madeira serrada ou fendida, ferro-ligas, celulose e catodos de cobre – e de manufaturados (+13,4%) – por conta de plataforma para extração de petróleo, tubos flexíveis de ferro e aço, açúcar refinado, etanol, torneiras/válvulas, máquinas e aparelhos para terraplanagem, pneumáticos e veículos de carga. Já os básicos, na mesma comparação, decresceram 10,7%, devido a minério de cobre, milho em grãos, café em grãos, minério de ferro, carne de frango, bovina e suína, soja em grãos e farelo de soja.

Na comparação com junho de 2016, quando a média diária das exportações foi de US$ 805,8 milhões, houve crescimento de 6,9%, em virtude do desempenho de produtos manufaturados (+19%) e semimanufaturados (+6,3%). Enquanto caíram as vendas de produtos básicos (-1,5%).

Nas importações, a média diária até a quarta semana de julho de 2016, de US$ 573,1 milhões, ficou 18,4% abaixo da média de julho de 2015 (US$ 702 milhões). Nesse comparativo, decresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (-34%), veículos automóveis e partes (-30,1%), farmacêuticos (-29,8%) e combustíveis e lubrificantes (-21,7%).

Ante junho de 2016, as importações retrocederam 1,3% por conta de farmacêuticos (-26,9%), equipamentos mecânicos (-20,8%), adubos e fertilizantes (-16,4%) e equipamentos elétricos e eletrônicos (-8%).

Fonte: MDIC

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