Importações desabam 24,3% em agosto e balança comercial tem saldo de US$ 7,297 bilhões no ano

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Da Redação (*)

Brasília – Com importações em queda livre (-24,3%) e exportações também em forte retração, ainda que menos acentuada (-16,7%), a balança comercial brasileira fechou o mês de agosto com um superávit de US$ 2,689 bilhões. O resultado é o melhor para o mês, desde 2012, quando agosto registrou um saldo de US$ 3,221 bilhões.

No acumulado do ano, o país registra um saldo de US$ 7,297 bilhões, bastante superior ao superávit de US$ 205 milhões registrado no mês de agosto do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os números divulgados pelo MDIC seguem refletindo a forte retração das importações, em meio à fraca atividade doméstica e à alta do dólar. No mês passado, elas caíram 33,7% em relação a agosto de 201.

Por outro lado, as exportações também continuam em queda, ainda que menos acelerada, como resultado principalmente da redução dos preços das principais commodities vendidas pelo Brasil no mercado externo.  Em agosto, as exportações caíram 24,3%.

Segundo o MDIC, na quarta semana do mês passado, a balança teve um superávit de US$ 636 milhões, com vendas externas de US$ 3,720 bilhões e importações de US$ 3,084 bilhões.

O superávit registrado no mês de agosto ficou dentro das expectativas de mercado, que apontavam para um saldo positivo de US$ 1,8 bilhão a US$ 3,2 bilhões, O resultado foi pior que a mediana calculada, que estimava um superávit de US$ 2,9 bilhões. 

De janeiro a agosto, a balança está positiva em US$ 7,297 bilhões. No mesmo período de 2014, o resultado comercial apresentou um superávit de US$ 250 milhões. Neste ano, as exportações somaram US$ 128,347 bilhões de janeiro a agosto e as importações totalizaram US$ 121,05 bilhões.

Segundo o MDIC, as exportações brasileiras registraram média diária de US$ 737,4 milhões em agosto, queda de 24,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações registraram média diária de US$ 609,3 milhões, com retração de 33,7%. 

A queda nas exportações é explicada, entre outros fatores, por uma retração de 25,3% no embarque de básicos, ante agosto de 2014, com destaque para farelo de soja (-49,3%) e minério de ferro (-49,1%). As exportações de manufaturados caíram 24,8%, com retração da vendas de óleos combustíveis (-68,5%) e açúcar refinado (-43,1%). Já os semimanufaturados retraíram 15,3%, explicado principalmente pela queda de açúcar em bruto (-42%) e couros e peles (-36,5%).

No que diz respeito às importações, a retração é explicada principalmente pela queda nas importações de combustíveis e lubrificantes (-64,9%). Segundo o MDIC, a redução foi provocada pela diminuição nos preços de petróleo, naftas, óleos combustíveis, gasolina, gás natural e carvão.

Entre as matérias-primas e intermediários houve queda de 32,8%, motivado por produtos alimentícios, minerais, matérias-primas para agricultura, entre outros. As importações de bens de consumo tiveram redução de 21,9% no mês e de bens de capital, queda de 21,5%. 

(*) Com informações de agências

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