Shanghai – As importações de serviços pela China devem atingir US$ 2,5 trilhões nos próximos cinco anos, pois o país continua a abrir seu vasto mercado, de acordo com o Ministério do Comércio do país.
Isso representará mais de 10% do total global, disse o Ministério do Comércio nesta sexta-feira (6) em um relatório sobre as importações de serviços da China, divulgado à margem da terceira Exposição Internacional de Importação da China.
Os gastos com viagens de saída devem ultrapassar US$ 1 trilhão durante o período, e a importação de serviços digitais, incluindo taxas para o uso de propriedade intelectual e serviços financeiros, US$ 1,3 trilhão, disse o relatório.
A China relaxará as restrições de participação estrangeira em serviços de telecomunicações de valor agregado, serviços comerciais e transporte, para revigorar a moderna indústria de serviços, disse o Ministério.
Com uma lista negativa para o comércio transfronteiriço de serviços em andamento, a China também reduzirá as restrições a prestadores de serviços estrangeiros e seus serviços em setores como viagens, cuidados médicos, educação, direito, serviços científicos e tecnológicos, cultura, finanças e comércio eletrônico, disse.
Desde sua adesão à Organização Mundial do Comércio, em 2001, a China importou serviços no valor de US$ 4,7 trilhões, com uma taxa média de crescimento anual de 15,2%, muito superior à média global de 7,7%, de acordo com o relatório.
Somente em 2019, as importações de serviços pela China geraram mais de 18 milhões de empregos para seus parceiros comerciais, informa o relatório, citando dados do Banco Mundial e da Organização Internacional do Trabalho da ONU.
Apesar do impacto da epidemia da COVID-19, as importações de serviços digitais pela China aumentaram 5,6% ano a ano nos primeiros oito meses de 2020.
(*) Com informações da Xinhua