Fluxo de comércio com a China ficará abaixo de US$ 70 bilhões pela primeira vez desde 2010

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Da Redação

Brasília – O fluxo de comércio com a China deverá fechar o ano de 2015 no mais baixo patamar desde 2011, quando os dois países intercambiaram produtos no valor de US$ 78 bilhões. Este ano, de janeiro a novembro, o comércio sino-brasileiro totalizou US$ 62,607 bilhões, com exportações brasileiras no montante de US$ 33 bilhões e vendas chinesas em torno de US$ 29 bilhões.

De janeiro a novembro, a balança comercial com os chineses proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 4,240 bilhões, superior ao saldo de US$ 3,271 bilhões obtido pelo País nas trocas comerciais com os chineses em todo o ano passado. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em 2013, o comércio entre os dois países atingiu seu patamar mais elevado, com um volume de US$ 83,330 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 46 bilhões e importações de US$ 37,335 bilhões. Foi também o ano em que o Brasil conquistou o maior superavit na história do comércio com o país asiático: US$ 8,722 bilhões.

No ano passado, as exportações brasileiras para a China iniciaram uma curva descendente e retraíram 11,75% para US$ 40,616 bilhões. Enquanto isso, as vendas chinesas permaneceram praticamente estáveis (alta de +0,11%) e totalizaram US$ 37,344 bilhões.

Essa tendência de baixa  tornou-se bem mais acentuada, e nas duas direções, de janeiro a novembro deste ano. As ex ortações brasileiras recuaram 13,25% para US$ 33,423 bilhões, enquanto as vendas chinesas  tiveram uma contração de 15,76% e totalizaram US$ 29,183 bilhões.

Mesmo com a forte queda, a China continuou liderando o ranking dos principais importadores globais de produtos brasileiros e o país foi o destino de 19,17% de todo o volume exportado pelo Brasil entre os meses de janeiro e novembro. Por outro lado, a China forneceu 18,14% das mercadorias importadas pelo Brasil e foi o principal fornecedor externo do mercado brasileiro.

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