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Exportações de veículos desabam 17% influenciadas pela crise econômica na Argentina

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Da Redação (*)

São Paulo – Após um 2022 de forte crescimento, as exportações de veículos automotivos brasileiros neste ano recuaram 17%, com um total de 399 mil unidades exportadas. A retração nos embarques deveu-se à perda sensível de participação dos veículos brasileiros no mercado da Argentina, principal mercado para a indústria automotiva nacional.

Com a queda, o Brasil foi ultrapassado pelo México, que, pela primeira vez na história, tornou-se o maior exportador de veículos para a Argentina. Quedas relevantes foram registradas também nas vendas para Chile e Colômbia, dois dos principais destinos dos automóveis brasileiros na América do Sul.

Ao divulgar o balanço do setor automotivo em 2023, além das projeções para 224, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), destacou que se os modelos nacionais ainda tivessem a participação de 49% no mercado argentino, como há quatro anos, teriam sido embarcadas 95 mil unidades a mais neste ano, já que houve crescimento daquele mercado. Porém, a fatia brasileira caiu para 27%. Para 2024, a projeção da Anfavea é de exportações totais de 407 mil unidades, leve alta de 2% na comparação com 2023.

Na avaliação da Anfavea, o ano que se encerra foi marcado por aumento relevante no mercado interno, estabilidade na produção e queda nas exportações. Para o próximo ano, a estimativa é de mais um degrau de crescimento, não só de vendas, mas também nos outros dois principais indicadores da indústria automobilística.

Mercado interno

Depois de um primeiro semestre aquém do esperado, houve um relevante aumento no ritmo de vendas de autoveículos a partir de agosto, atingindo média de 10,6 mil unidades/dia em novembro. O ano deverá fechar com 2,29 milhões de emplacamentos, alta de 8,8% sobre 2022, acima dos 6% projetados pela entidade

No segmento de pesados, os ônibus tiveram surpreendente crescimento de 18,8% no ano, graças sobretudo à maior demanda por modelos de uso rodoviário. Já os caminhões, conforme o previsto, registraram queda de 15,2% após a forte antecipação de compras ocorrida em 2022, na esteira da nova fase de legislação de emissões que elevou os custos dos produtos.

Para 2024, a Anfavea projeta vendas de 2,450 milhões de autoveículos, uma elevação de 7% sobre 2023. Na divisão por grandes segmentos, espera-se alta de 6,6% para automóveis e comerciais leves, e de 14,1% para veículos pesados.

Produção

 Apesar do crescimento do mercado interno, a produção recuou 0,5% no ano, em função da queda nas exportações e do aumento relevante das importações. A estimativa, faltando poucos dias para o encerramento do ano, é de uma produção acumulada de 2,359 milhões de autoveículos.

Para o próximo ano, a expectativa da Anfavea é para um crescimento de 4,7% nesse volume, o que representa 2,470 milhões de unidades produzidas. “Precisamos de todo o esforço conjunto das empresas e da sociedade para aumentar nossa produtividade, mas acredito que só em 2026 recuperaremos os níveis registrados antes da pandemia”, afirmou o Presidente Márcio de Lima Leite.

 (*) Com informações da Anfavea

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