Exportação de máquinas cai 16,2% em 2015 e aumento em novembro e dezembro pode indicar reação

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São Paulo – As exportações de máquinas caíram 16,2% em 2015, para US$ 8,03 bilhões, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (27) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em 2015, caíram também as importações e o faturamento do setor, que foi de R$ 84,8 bilhões, ou 14,4% inferior ao de 2014.

Apesar do fraco resultado das exportações, a instituição afirmou, em nota, que os números de novembro e de dezembro podem ser um indício de mudança no desempenho das vendas para outros países. Em novembro, as exportações cresceram 29,1% sobre outubro e em dezembro houve expansão de 14,1% sobre novembro. Mesmo com essa tendência, a entidade alertou que o cenário para exportar é instável.

“A paralisia nos financiamentos à exportação, combinada com a volatilidade cambial, são fatores que continuam dificultando o processo de exportações”, afirmou a Abimaq em comunicado. Entre os segmentos exportadores, o único que vendeu mais em 2015 do que em 2014 foi o de infraestrutura e indústria de base, com aumento de 8,3% nos embarques ao exterior. Já nos últimos meses do ano, este foi o único setor que registrou queda nas vendas. Todos os outros ampliaram as exportações.

Caíram também as vendas para os principais destinos ao longo de 2015. Para a América Latina foram exportados US$ 3,3 bilhões, ou 12,8% menos do que em 2014. Para o Mercosul, foi US$ 1,5 bilhão, ou 11,1% menos do que em 2014. Os Estados Unidos compraram US$ 1,4 bilhão, com redução de 19,5%, e a Europa importou US$ 1,5 bilhão em máquinas, com retração de 27,6% sobre 2014.

As importações também caíram. Elas atingiram US$ 18,818 bilhões no ano passado, com retração de 23,3% em comparação com 2014, o que, na avaliação da Abimaq, é “coerente” com a recessão da indústria.

“Infelizmente esta queda não foi compensada pelo aumento das vendas no mercado interno pelos fabricantes nacionais e, portanto, confirma uma forte redução da taxa de investimento sobre o PIB (Produto Interno Bruto) pelo terceiro ano consecutivo, reduzindo a probabilidade de crescimento econômico após o ‘ajuste fiscal’”, diz o documento.

Todos os setores da indústria de máquinas importaram menos em 2015. A balança comercial do setor ficou deficitária em US$ 10,7 bilhões, com redução de 27,9% em relação ao saldo negativo registrado em 2014.

Fonte: ANBA

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